A
velha e gloriosa corveta — que pena! — já nem sequer lembrava o mesmo navio
d’outrora, sugestivamente pitoresco, idealmente festivo, como um galera de
lenda, branca e leve no mar alto, grimpando serena o corcovo das ondas! Estava outra, muito outra com o seu
casco negro, com as suas velas encardidas de mofo, sem aquele esplêndido
aspecto guerreiro que entusiasmava a gente nos bons tempos de “patescaria”.
Vista ao longe, na infinita extensão azul, dir-se-ia, agora, a sombra
fantástica de um barco aventureiro. Toda ela mudada, a velha carcaça flutuante,
desde a brancura límpida e triunfal das velas até a primitiva pintura do bojo.
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